Participar e ganhar o KWC Brasil em 2016 foi um dos maiores marcos da minha vida. Nunca imaginei chegar onde cheguei, muito menos vivenciar tantas experiências verdadeiramente transformadoras. Por isso, quero compartilhar com vocês cada passo dessa trajetória.

Tudo começou muito antes, em 2015. Um amigo meu, me marcou em um vídeo no Facebook com uma matéria de televisão falando de um concurso mundial de karaoke, o KWC Brasil, que estava com seletivas no país. Fiquei muito empolgada com a ideia. Participo de concursos de karaoke desde a adolescência, mas todos voltados para músicas de animes e jogos, normalmente em japonês, e esse concurso era diferente de todos que eu já havia participado. Na mesma hora entrei no site e fui entender melhor sobre o concurso e vi que o casal ganhador das categorias feminina e masculina iriam representar o Brasil na final mundial, que seria realizada em Singapura. Foi uma empolgação! Rapidamente já fiz minha inscrição e comecei a conversar com meus amigos para escolher as músicas que eu cantaria.

Participei da seletiva pelo Samurai, karaoke que eu frequentava quase semanalmente com meus amigos quando era mais nova, e que sempre foi uma casa do meu coração. Foi estranho entrar no karaoke que eu estava tão acostumada a cantar para me divertir e participar de um concurso. Era ao mesmo tempo tudo muito familiar e extremamente novo pra mim. Tendo participado de tantos concursos antes, eu já estava acostumada a não ter tanto nervosismo, mas dessa vez tudo foi diferente! Minha boca secou, o estomago começou a embrulhar, e fui sendo tomara pelo medo de errar a letra, desafinar, ou cair no palco (pra quem me conhece, sabe que isso não é tão difícil assim…rs). Não lembro exatamente qual foi a música que eu acabei escolhendo para essa seletiva. Para minha felicidade, eu havia passado para a próxima etapa: a final no estabelecimento, que poderia enviar para a final brasileira apenas um homem e uma mulher. Foi nesse dia que eu conheci duas pessoas que se tornariam partes da minha família um ano depois: Mike Maia e Izabel Nori (S2)

Na semanas que passaram, pensei muito na música que escolheria e, naquele momento, a música que eu escolhi foi a “Hurt” da Christina Aguilera. Tenho uma história pessoal com essa música, pois a letra parece ter sido escrita por mim. Cantei com muita emoção, me entreguei tanto que saí do palco tremendo e chorando ao encontro dos meus amigos que foram lá torcer por mim. Ao receber o resultado, fiquei triste de ver que eu não havia sido selecionada para passar para a final Brasil, porém o resultado foi bastante justo. Mesmo assim, comecei a me questionar muitas coisas. “Será que eu tinha o que era preciso para ganhar um concurso desse nível? Será que eu tinha dado meu melhor? Será que tinha algo que eu poderia ter feito de outra forma?” Enfim… fiquei muito triste, mesmo. Cheguei a duvidar do meu talento.

Aí eu pergunto a vocês: quem nunca desistiu de algum sonho simplesmente por ter ouvido um “não”? Pois é… quase fiz isso também! Em 2016, quando abriram as inscrições, eu estava bastante desanimada. Pra que participar se no ano anterior eu nem tinha conseguido chegar na final Brasil? Com tanta gente boa por aí, o que me faria diferente, né? Como além de todas essas dúvidas eu estava passando por alguns problemas financeiros, fui deixando o tempo passar, até que uma grande amiga minha falou: “Bruna, você TEM que tentar de novo! Te ajudo com a inscrição!”. Amigos são anjos que Deus coloca na sua vida, né? Ela me inscreveu e pagou a inscrição para mim. Resolvi fazer isso e tentar pelo menos passar para a final Brasil.

No dia da seletiva, outro obstáculo: uma bomba no trabalho que eu precisaria resolver! A seletiva estava marcada para 20h no Centro e 19h40 eu estava terminando o que precisava. Jamais conseguiria pegar o ônibus ou trem e chegar a tempo, mesmo que saísse nesse horário. O desespero bateu e nisso outro amigo me ligou, percebeu que eu estava aflita e perguntou o que estava acontecendo. Expliquei e ele disse: “Tenta falar com a organização, avisa que vai chegar 10 ou 15 minutos atrasada, pega um táxi, eu pago pra você!”. Fiquei surpresa e disse que não poderia aceitar isso. Então ele falou: “É seu sonho e eu quero de ajudar de alguma forma! Não quero que perca essa chance por algo que eu posso ajudar e não iria me prejudicar em nada. Vai e dá seu melhor, vou aceitar isso como pagamento.”. Acho que chorei na hora e agradeci muito.

Cheguei correndo na seletiva e a Izabel (amorzinho S2) tinha me colocado mais para o final para dar tempo de eu cantar sem me prejudicar. Nesse dia, por conta de toda correria, acabei escolhendo uma música que eu estava bem acostumada a cantar, da minha Diva favorita Celine Dion. Foi a música “It’s all coming back to me”, mais conhecida pelos meus amigos como “Baby, Baby”…rs Deu tudo certo e passei para a final Brasil!

Fiquei feliz, pois assim eu tinha conseguido “pagar minha dívida” com meus grandes amigos-anjos. O processo de escolha de música foi longo. Queria escolher uma música que passasse algo para mim, aquele feeling que eu iria repassar ao público que ouvisse…

Mas conto tudo nos próximos Post’s. Enquanto isso confira a trajetória da Ananda Torres – Campeã 2017

 

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